Desfile dos Clássicos
O Desfile dos Clássicos é um evento realizado pela CARRIS e pelo Museu da Carris, e traz às ruas de Lisboa os veículos mais icónicos da CARRIS, a circular na cidade desde o início do séc. XX.
Dos elétricos importados dos Estados Unidos em 1901, ao primeiro elétrico construído nas oficinas de Santo Amaro, o Desfile dos Clássicos é a oportunidade de viajar num elétrico com bancos de palhinhas, num autocarro de dois andares, ou no autocarro laranja 1001.
DESFILE DOS CLÁSSICOS
19 DE SETEMBRO | 125 ANOS TRAÇÃO ELÉTRICA
No dia 19 de setembro, o Desfile dos Clássicos voltou às ruas de Lisboa, com duas viagens entre a Praça da Figueira e a Estação de Santo Amaro.
Inserido na programação da Semana Europeia da Mobilidade 2026, com o tema Mobilidade para todos – Justiça entre gerações da Câmara Municipal de Lisboa, esta edição comemorou os 125 anos de tração elétrica na cidade de Lisboa e os 154 anos da fundação da Companhia Carris de Ferro de Lisboa.
Foram dez os elétricos a desfilar pelas ruas da cidade, percorrendo mais de um século da história da tração elétrica em Lisboa.
Do Museu da Carris saíram os Elétricos Clássicos: Elétrico T1 (d.1901), Elétrico “S. Luís” nº 444 (d. 1901), Elétrico Salão Aberto nº 283 (d. 1902), Elétrico Salão Fechado nº330 (d. 1906), Elétrico nº 508 (d. 1924), Elétrico “Bigodes” nº 535 (d.1928), Elétrico “Boi” nº 802 (e.1939) e o Elétrico “Caixote” nº 741.
A estes juntaram-se os Elétricos Temáticos: o Elétrico nº 713 com Bordados da Madeira no interior e exterior da Bordal-Bordados da Madeira, e o Elétrico nº 745 forrado a cortiça, resultado de um projeto denominado Electri’Cork do artista plástico Nuno Vasa, de 2015, com cortiça fornecida pelas empresas Sofalca e Pelcor.
A edição do Desfile dos Clássicos do dia 19 de setembro foi dedicada exclusivamente ao “amarelinho” da CARRIS. Foi no dia 31 de agosto de 1901, que os primeiros elétricos saíram da Estação de Santo Amaro.
Presentes no desfile estiveram os Elétricos T1 e nº 444, dois veículos da primeira série de elétricos fechados que começaram a circular na cidade de Lisboa em 1901.
Em 1902, entrava em circulação o Elétrico Salão Aberto nº 283. A definição de Elétrico Salão refere-se ao tamanho do elétrico, mais comprido e com uma lotação superior face aos restantes carros. Em 1906, surgia uma nova série de Elétricos Salão, agora fechados, da qual fazia parte o Elétrico nº 330. Todos estes carros foram importados dos Estados Unidos da América.
Em 1924, a CARRIS inicia uma nova fase na história da tração elétrica da cidade de Lisboa, com a primeira série de carros elétricos com a carroçaria construída nas oficinas da CARRIS. O Elétrico nº 508, mantendo a aparência dos carros importados dos Estados Unidos da América faz parte desta primeira série. Em 1928, o famoso Elétrico Standard saía das Oficinas da CARRIS, e aparecia o Elétrico nº 535 com a alcunha de “Bigodes”, pelos cabos pretos que permitem a ligação a um atrelado com freio pneumático.
Das oficinas da CARRIS saiu, em 1939, o Elétrico nº 802. Com a alcunha de “Boi” é também um carro com uma lotação maior, construído para fazer as grandes radiais de Lisboa. Em 1947, a CARRIS constrói os primeiros elétricos “Caixote” fazendo o Elétrico nº 741 parte desta série.
Até ao próximo desfile, todos os elétricos do Museu da Carris encontram-se em exposição no Núcleo 2 do Museu.
DESFILE DOS CLÁSSICOS | 19 DE SETEMBRO 2026





















Anterior
Seguinte
DESFILE DOS CLÁSSICOS | 6 DE JUNHO 2026





















Anterior
Seguinte
