Museu da Carris

Peça do mês | Fotografia de pintura de publicidade

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2016-12-01

Peça do mês de dezembro

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Durante mais de 40 anos, o elétrico foi o único meio de transporte público na cidade de Lisboa. Assim, não é de admirar que, desde cedo, tenha sido utilizado como veículo para publicidade de bens e serviços. Efetivamente, datam dos anos 20 os primeiros registos fotográficos que nos dão conta de que este meio de transporte começou a ser utilizado para publicidade, quer no seu interior quer no exterior.
Mas é a partir de 1947, com a chegada a Lisboa dos primeiros autocarros de dois pisos, que a publicidade na Carris conhece uma larga expansão.
“Os anúncios pintados no exterior dos autocarros de dois pisos harmonizaram-se definitivamente com o ambiente da cidade. Desenhados e concebidos segundo preceitos e normas a que os anunciantes se sujeitam, cada cartaz é uma nota de cor e bom gosto que quase sempre provoca lisonjeiras referências. A pintura e execução destas pinturas são inteiramente realizados na Oficina de Pintura da Companhia Carris.”
Nessa altura, não só a CARRIS, mas também a opinião pública, manifestada através da Imprensa, reconheceram que anúncios bem delineados, e atraentemente pintados, entre os dois pavimentos, davam uma nota alegre, harmonizando bem com as manchas de variegadas cores caraterísticas da cidade. De facto, um autocarro (de dois pisos) sem tais anúncios, parece-nos hoje uma senhora sem “pintura”.
Estes anúncios eram cuidadosamente examinados antes de aceites, quanto a desenho, cor e legendas, apresentando-se depois ao anunciante um orçamento para a respetiva pintura, muito antes de os autocarros serem recebidos da Grã-Bretanha. Ambos os anúncios, um de cada lado, eram pintados por três artistas especializados numa média de dezasseis horas de trabalho. 
Anunciar nos autocarros de dois pisos, em Lisboa, era considerado pelos comerciantes locais um meio seguro e eficaz de atrair a atenção do público para os produtos que desejavam anunciar. Como o espaço disponível estava limitado ao número de autocarros em circulação, as propostas para este género de publicidade tinham inevitavelmente de aguardar a sua vez, pelo que os anúncios em autocarros de dois pisos eram tidos como publicidade privilegiada.

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