Museu da Carris

Peça do Mês | Carro Americano nº100

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2018-12-04

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Em 1873 a Companhia Carris de Ferro de Lisboa inaugurou o seu serviço ao Público com viaturas de transporte urbano a tração animal deslocando-se sobre carris.

Apelidados, pela gíria, de “Americanos”, eram puxados por dois animais. A entrada em circulação do serviço de carros elétricos em 1901 conduziu à sua total extinção. Ilustrando um dos modelos desaparecidos, a réplica que aqui se apresenta, foi integralmente construída nas oficinas CARRIS em 2001 com base num projeto datado de 1886. Pode visitá-la no Núcleo 2 do Museu da Carris.


A história da Companhia de Carris de Ferro de Lisboa é divida em três partes: a fase inicial, a dos “americanos”, começou em 1873, com a inauguração da primeira carreira entre Santos e a Estação de St.ª Apolónia. Em 1901 tem início a segunda fase, com a inauguração da primeira carreira de carros eléctricos, entre o Terreiro do Paço e Algés. Em 1944, tem início a terceira fase, a dos autocarros que, juntamente com os eléctricos, se estende até aos nossos dias.

Os fundadores Francisco Maria e Luciano Cordeiro de Sousa receberam a Concessão Camarária para o estabelecimento de Caminhos de Ferro “Americanos” em 1872. Construídos pela firma John Stephenson & Cº de Nova Iorque, foram encomendadas 30 carruagens, desembarcadas em Lisboa a partir de Junho de 1873. 

Ao longo do tempo surgiram outras empresas no sector que também actuavam em Lisboa: Jacinto, Florindo, Joaquim Simplicio, Ripert e, claro, o “Chora” de Eduardo Jorge. De todos estes veículos, estilo americano, apenas os da C.C.F.L circulavam sobre carris.

Comprimento do Carro: 6m
Comprimento da Lança: 2,040m                                                                                                
N.º Rodados: 4 de 0,75m
Travões: 2, manuais às rodas 

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