Museu da Carris

Peça do mês | Atrelado n.º 101

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2016-09-01

peça do mês de setembro

Os atrelados foram o resultado da tentativa (conseguida) de aumento de capacidade de transporte no sistema, tendo surgido em todas as redes europeias desde finais do século XIX. Lisboa não foi exceção e conheceu também os seus elétricos atrelados quase desde o início da inauguração da rede, em 1901.
Entre 1950 e 1955, foram construídos 100 atrelados fechados nas oficinas da Carris em Santo Amaro. Estes novos atrelados destinavam-se a substituir progressivamente os já velhos atrelados abertos.
A carroçaria destes carros, em linhas retas, era muito semelhante à dos novos carros da série 700 e dos carros “caixote”, com os quais faziam composições harmoniosas que conferiam um toque de modernismo à frota de elétricos dos anos 50 e 60, quando ainda circulavam muitos carros com carroçarias de 1ª geração (1901-1926).
Os carros atrelados apresentavam algumas desvantagens no que respeita à exploração pois, sendo constituídos por dois veículos distintos sem intercomunicação, exigiam a presença de um cobrador em cada veículo, não se adaptando aos modernos sistemas de cobrança automática.
Assim, Lisboa aboliu os seus carros atrelados em 1988 e adotou, em 1995, um tipo de carro elétrico articulado moderno, com duas articulações, para circular nas linhas da rede marginal.

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